4 parâmetros para o controle de salas de proteção em hospitais – Ashcroft

4 parâmetros para o controle de salas de proteção em hospitais

A principal finalidade de uma sala de proteção ou sala limpa no hospital é evitar que pacientes imunossuprimidos – por exemplo, do tipo TMO alogênico – tenham contato com esporos fungíferos ou bactérias ou partículas provenientes do ambiente externo.

Nessas salas, a pressão ambiente deve ser manter positiva. Ou seja, o ar do entorno, que pode conter as partículas e patógenos, somente entre na sala através de um sistema de filtros tipo HPA (Ar Particulado de Alta Eficiência) ou ULPA (Ar Particulado de Ultra Alta Eficiência).

 

Parâmetros

De acordo com os Centros de Controle de Doenças (CDCs), são quatro os parâmetros que devem ser controlados em uma sala de proteção ou sala limpa para evitar a entrada de patógenos oriundos do entorno:

  • Uma pressão positiva ideal no interior da sala de 2,5Pa, com a obrigatoriedade da existência de antecâmaras adequadas em cascata;
  • O fluxo de ar que entra na sala, uma vez que o número de trocas por hora de ar da sala de proteção deve ser maior ou igual a 12;
  • O direcionamento do ar, que deve ser mantido na lateral do leito em direção ao paciente;
  • A taxa de filtração do sistema de filtros HEPA ou ULPA, que deve ser maior ou igual a 99,7%.

 

Instrumentação

Todos esses parâmetros são monitorados através de instrumentos de baixíssima pressão diferencial e alta precisão, com saídas de informação para equipamentos de controle. Isso é feito de modo a garantir que:

  • A pressão na sala de isolamento se mantenha positiva em relação ao entorno e no valor ajustado (mesmo quando alguma porta for aberta para passagem da equipe de acompanhamento do paciente) através do monitoramento contínuo da pressão diferencial, entre os ambientes interno e externo, e atuação de um elemento final de controle, aumentando o fluxo de ar insuflado na sala;
  • O fluxo de ar mantenha a troca mínima de 12 vezes o volume de ar do ambiente por hora. Esse fluxo pode ser monitorado através de um sensor de pressão diferencial, tornando simples a atuação de um elemento de controle do volume do ar entrando na sala;
  • O direcionamento do ar, que pode ser medido através de acessórios acoplados ao sensor e informados a posicionadores mecânicos do fluxo de ar;
  • Um alarme soe avisando quando é necessária a troca dos elementos do sistema de filtros, que pode ser medido através de um sensor de pressão diferencial instalado entre a entrada e saída do filtro, informando quando a taxa de filtração cair abaixo do nível ajustado.

Como vimos acima, as salas de proteção são salas limpas, normalmente usadas em hospitais, que exigem uma pressão positiva no ambiente para impedir que uma bactéria ou esporo fungífero (um patógeno) entre na sala e infecte pacientes imunossuprimidos. Se uma porta for aberta, por exemplo, o ar tem que sair da sala para o ambiente externo e jamais entrar senão através de um sistema de filtros.

Um grande desafio para as aplicações de ambientes controlados é que a pressão necessária para evitar a entrada de patógenos nas salas limpas deve ser extremamente baixa e controlada de forma muito precisa, de modo a proteger esse tipo de paciente do hospital.

Em nosso material técnico você encontra mais informações o monitoramento de pressão em ambientes controlados: 

 


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